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Marcelo Sales's Blog

78 posts

Centros comerciais são o motor das mudanças que estão transformando cidades em espaços inteligentes. Hoje, boa parte deles possui equipamentos, como câmeras, que podem levá-los para mais perto dessa evolução

 

*por Marcelo Sales - Publicado originalmente no Olhar Digital

 

O surgimento de câmeras de monitoramento que garantiam a vigilância de espaços e a segurança de pessoas revolucionou o varejo. Ele trouxe mais objetividade a este serviço, uma vez que não é mais só o olhar humano que assegura ações rápidas. Nessa esteira, as câmeras se tornaram ferramentas relevantes para o mapeamento de tendências dos consumidores, uma forma de compreensão da melhor maneira de promover experiências agradáveis aos clientes e, com isso, torná-los fiéis à marca - no espaço físico, mas também no ambiente online.

 

Por meio de recursos de Internet das Coisas (IoT) e Video Analytics (VA), o conteúdo captado vira dado e é utilizado para otimizar todo o tipo de serviço dentro daquele ambiente, inclusive sua experiência no e-commerce. O objetivo é que toda essa inteligência atue para converter em mais vendas. Segundo notícia publicada no portal Inova.Jor, o consumidor que vive uma boa experiência integrada - física e virtual - com uma marca pode gastar até 30% a mais nas compras¹.

 

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Fonte: www.pexels.com

 

Entenda o cliente em tempo real

 

Imagine compreender o fluxo e horários dos clientes dentro da loja. Em que momento é o ideal para abastecer tais produtos e garantir sua saída em detrimento de outras atividades que não irão converter em vendas. A análise de vídeo vai além do monitoramento da presença do consumidor no ambiente, diante de ofertas, e apoia o varejista com insights para momentos importantes do negócio. O consumidor pegou um item nas mãos, mas não levou? Isso é recorrente? Gastaram tempo significativo em um corredor, mas escolheram outro produto, levaram itens relacionados ou não?

 

Esses, e tantos outros dados, podem vir de VA e garantir a atuação inteligente, alinhada ao comportamento de compra de cada consumidor. É possível perceber quais clientes possuem mais disposição para comprar e o quê. Com a integração com dados de comércio eletrônico, toda a análise pode ser aplicada no ambiente virtual e potencializar tais ferramentas com o engajamento do consumidor nelas.

 

Crie experiências integradas

 

A chave para que VA seja uma ferramenta de negócio está atrelada à geração de experiências de qualidade, seja na loja ou em outro ambiente. Sem dúvida, a coleta e análise de dados por meio do monitoramento de vídeo permite a identificação de horários de pico, padrões de tráfego e, com isso, a redução de possíveis estresses dentro daquele local. Mas, para alcançar o cliente atual, é preciso trabalhar para cruzar e gerir dados que venham do físico e virtual. É preciso interpretar seu comportamento e promover o inesperado. O objetivo é obter desse momento seu engajamento e, consequentemente, conversão em vendas.

 

A jornada do cliente

 

As mesmas pegadas que um consumidor em potencial deixa e são analisadas na internet, com VA, são facilmente encontradas no espaço físico. E integrar é a forma de conectar os dois ambientes e tornar, então, a loja física um diferencial para o cliente online e vice-versa. Esse olhar, inclusive, muda a escala e abre espaço para que o serviço fique customizado até mesmo por loja.

 

Vejo inúmeras oportunidades para este setor tão importante quando falamos de cidades inteligentes. Caso tenha ficado interessado em saber mais sobre soluções que otimizam oportunidades de negócio no varejo, convido você a ler sobre como a Hitachi Smart Spaces and Video Intelligence combina vídeo em tempo real com dados e análises de mídias sociais para tornar companhias varejistas mais inteligentes. Boa leitura!

 

Inova.jor - Como a análise de dados melhora as vendas do varejo

 

Marcelo Sales é Field CTO da Hitachi Vantara LATAM

Gosto muito de ver a tecnologia trabalhando para a educação. Uma notícia que me deixou muito feliz foi ver que, recentemente, o MIT anunciou que, neste ano, irá criar uma nova faculdade que combinará Inteligência Artificial, Machine Learning e ciência de dados, com outras disciplinas acadêmicas. Para isso, serão investidos US$ 1 bilhão. Esse é o maior investimento financeiro feito em Inteligência Artificial por qualquer instituição acadêmica nos Estados Unidos¹. E é, sem dúvida, é um passo importante para a inclusão de dados no setor da educação.

 

Na semana passada, sobre como alunos e instituições de ensino podem se valer das tecnologias para ter mais segurança e ampliar as fronteiras do aprendizado, em Campi Inteligentes. Hoje, trago para vocês um caso que demonstra como universidades pelo mundo já estão se inserindo no contexto da transformação digital para melhorar seus espaços e seu ensino.

 

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Fonte: www.pexels.com

 

Campus inteligente com IoT

 

Com mais de 60 mil alunos e 4 mil colaboradores em uma área de 300 mil metros quadrados de área útil, a Curtin University hoje é reconhecida como a maior e mais diversificada universidade da Austrália Ocidental. Em parceria com a Hitachi Vantara, a Universidade implantou uma solução de Internet das Coisas (IoT) para aprimorar sua visão de um campus inteligente com foco em elevar a experiência do aluno, sua aprendizagem em sala de aula e também com o objetivo de torná-la um atrativo para receber investimentos em pesquisas orientadas por dados.

 

O caminho adotado pela Hitachi e pela Curtin foi trabalhar na cocriação de soluções que aproveitem os dados de IoT por meio de análises avançadas. Com isso, fornecem informações sobre a operação diariamente e como o campus está sendo utilizado.

 

Na prática

 

Compreender a totalidade das operações e a real utilização das instalações da Curtin University foi primordial para a iniciativa. Utilizando sensores com diferentes objetivos, obtiveram informações e insights, como tendências para modernização dos edifícios, padrões de estudo e frequência de cursos. Esse conhecimento permite que a Curtin University compreenda o ciclo de vida do aluno no local, a realidade de seus colaboradores, o padrão de uso de suas instalações - como auditórios, salas e biblioteca. Todo esse material trabalha para o aprimoramento da experiência do aluno e da metodologia de ensino.

 

A Curtin University conseguiu aliar dados de vídeo e informações operacionais do campus e alcançar análises que suportam um espaço inteligente. Em um painel integrado e análitico, que reúne diferentes soluções da Hitachi (Hitachi Visualization Suite, Hitachi Video Analytics, Pentaho, Live Face Matching e Hitachi Data Systems Infrastructure and Computer), a equipe de operações da universidade acessa, em tempo real, dados que apoiam em decisões estratégicas sobre diferentes áreas, desde a sala de aula até uma análise para antecipação de cenários.

 

Repare que a Curtin University ousou ir além e não se limitou em utilizar tecnologia de vídeo apenas para segurança e tornou todas as suas instalações em um ‘laboratório’, coletando dados ininterruptamente. Com isso, tornou seu espaço físico um diferencial em termos de pesquisa e tecnologia.

 

Convido você para saber mais sobre esse case, acessando este vídeo em que Ian Callahan e Lina Pelliccione, o Chief Operating Officer e a Head da Curtin University, respectivamente, comentam os resultados obtidos com a criação desta solução de IoT com a Hitachi Vantara.

 

1. MIT is spending $1 billion to open a college in 2019 just for AI

*por Marcelo Sales

 

Grande parte das instituições de ensino do País hoje já possuem conhecimento e capacidade para adotar uma infraestrutura de TI para a captação de dados. O campus inteligente, portanto, já está disponível. Mas, na minha opinião, ainda é necessário evoluir na integração e análise das informações geradas. É preciso que dados dos ambientes físico, digital e online possam ser melhor combinados e pensados. Desse modo, abrem-se diversas possibilidades de uso mais efetivo para a construção de espaços de aprendizagem.

 

A tecnologia já está presente em diferentes espaços de um campus - no layout físico das salas, com computadores e quadros inteligentes, pelas áreas comuns, com identificação facial e monitoramento de segurança e pode chegar até o planejamento de aula, se falarmos em automatização e rastreamento de engajamento. Video Analytics (VA), Big Data, Inteligência Artificial (IA) e Internet das Coisas (IoT) são as tecnologias que estão tornando os campi espaços inteligentes.

 

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Fonte: pexels.com

 

O uso de Video Analytics

 

Unidades de ensino podem ser encaradas como mini-cidades. E, desse modo, a segurança nestes locais é um assunto relevante para garantir a experiência do cliente e, inclusive, a saudabilidade do negócio. Quando pensamos desse modo, é possível ir em busca da melhor eficiência de sistemas de vídeo, se perguntando para que mais este conteúdo pode servir, além da segurança. Uma solução aborda as duas questões: Video Analytics.

 

Por meio de VA, é possível combinar uma visão computacional e análise avançada para extrair insights e gerar alertas em tempo real, que podem fornecer inteligência operacional e de negócios: detecção de filas, de objetos, análise de cenários e atividades, contagem de pessoas em locais, reconhecimento facial, monitoramento de integridade das câmeras e de privacidade dos alunos, entre outras possibilidades. O aprimoramento do uso de tecnologias de imagem fornece insights que melhoram a experiência dos alunos e, claro, também apoiam na proteção do local.

 

A Internet das Coisas

 

Na medida em que as escolas adotam a transformação digital, muitas procuram tornar as salas de aula inteligentes. As salas de aula inteligentes são aquelas que acompanham e medem o desempenho e a eficiência por meio de vários dispositivos de IoT conectados. Os benefícios da integração deste tipo de tecnologia no ambiente educacional vão desde economia de tempo, dinamização de tarefas, aprimoramento das habilidades dos alunos e até uma revolução na dinâmica da sala de aula.

 

Para isso, ambientes de aprendizagem inteligentes devem atender às necessidades de seus usuários. O primeiro passo é analisar quais são elas, o contexto e cultura inseridas. Com essas informações, o caminho é pensar em um local personalizado que apoie o aprendizado que precisa acontecer ali, vinculado com a metodologia daquela instituição.

 

Inteligência Artificial

 

Sem dúvida, o que impulsiona a entrada da tecnologia na educação nos dias atuais é a possibilidade de personalizar o aprendizado. Os planos de aprendizagem, ganham outra dinâmica e acompanham cada aluno quando adota-se ferramentas e aplicativos que apoiam nesse sentido.

 

Com o uso de IA, as necessidades dos alunos podem ser acompanhadas individualmente e, com isso, garantir que recebam material adequado para obter o aprendizado que precisam. Inteligência Artificial, quando aplicada à educação, pode atuar no fornecimento do feedback imediato ao aluno por meio de uma tutoria por IA, por exemplo, e também acelerar o processo de avaliação, dando mais tempo aos professores para focar nas necessidades apresentadas pelos alunos.

 

Big Data

 

Enquanto IA pode se concentrar mais no aprendizado personalizado, o Big Data passa a dar escala aos dados coletados e, com isso, melhorar as aulas de forma mais ampla. A partir da coleta de dados em IoT, os mesmos são analisados para buscar tendências que apresentam de que forma os alunos se engajam e compreendem informações, bem como melhorias que podem ser feitas.

 

Até aqui, deu para perceber a amplitude que a tecnologia pode ter para tornar o ambiente educacional mais inteligente e integrado tecnologicamente. Na medida em que a transformação digital se torna mais presente em operações diárias nas instituições de ensino, será possível proporcionar melhores experiências para alunos e pais.

 

Se está interessado em mais informações sobre como é possível tornar um campus um espaço inteligente, sugiro que leia também sobre as soluções da Hitachi. Boa leitura!

 

*Marcelo Sales é diretor de arquitetura e pré-vendas da Hitachi Vantara LATAM

*por Marcelo Sales - publicado originalmente no portal Olhar digital

 

O crescimento acelerado das cidades, no Brasil e no mundo, fez com que todas elas passassem a ter desafios, até então, típicos apenas dos já consolidados centros urbanos. A busca pela eficiência no transporte coletivo, no gerenciamento inteligente de tráfego e, principalmente, na segurança estão entre as prioridades das agendas públicas.

 

De acordo com o levantamento Tecnologias de Informação e Comunicação - TIC Governo Eletrônico 2017, já há hoje discussões sobre a gestão urbana baseada em análise de dados como forma de suportar o monitoramento, controle e tomada de decisões diante de tais questões que afetam as cidades. A pesquisa aponta indicadores sobre o uso das tecnologias pelas prefeituras brasileiras relacionadas à gestão urbana e adoção de estratégias e ações de smart cities. Os resultados demonstram que 18% das prefeituras brasileiras tinham um projeto ou plano municipal de cidade inteligente e que estes planos são mais comuns em 77% das capitais. Essa presença cresce proporcionalmente ao porte do município, atingindo 70% daqueles que possuem mais de 500 mil habitantes¹.

 

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Fonte: pexels.com

 

O mesmo estudo mostra que 16% das prefeituras analisadas declararam ter um centro de operações para monitoramento de situações como trânsito, segurança e emergência. Mais uma vez, o resultado é superior entre capitais, com 81%, e em municípios que possuem entre 100 a 500 mil habitantes (62%) e entre aqueles com mais de 500 mil habitantes (83%).

 

Análise inteligente de tráfego

 

Um papel importante na análise de padrões de tráfego para pedestres e automotivos é feito por meio de Video Analytics (VA). O uso dessa tecnologia pode apoiar o planejamento municipal a entender melhor o fluxo de pessoas e automóveis e quais são os pontos problemáticos em toda a cidade.

 

Com dados claros e precisos, é possível desenvolver soluções com foco no contexto social de quem vive e transita pelo local, decidindo não só sobre congestionamentos, mas, também, sobre a passagem de pedestres e ciclovias. Por meio de tecnologia de vídeo e suas análises, pode-se avaliar adequadamente a segurança de uma região e o quão necessário é a instalação de sinalização, como um semáforo, em pontos pela cidade, por exemplo.

 

Em Moreno Valley, cidade em franca expansão na Califórnia, hoje todo o gerenciamento do trânsito local é feito de forma inteligente. O Município também tornou todo o processo de acionamento de emergência mais ágil e simplificado, e trouxe para a população uma consciência mais clara sobre fatores tão importantes como segurança e trânsito, bem como mais qualidade de vida para todos. Aqui  você pode ver um vídeo bem completo sobre este caso de sucesso.

 

Segurança proativa

 

Costumo dizer que sistemas de segurança munidos de dados são projetados para armar equipes policiais com inteligência para que possam antecipar situações de risco e tomar medidas rápidas. Com o uso de sistemas de análise de vídeo, é possível que policiais possam observar diferentes locais ao mesmo tempo e, com isso, concluir investigações mais eficientemente e em menor prazo.

 

Com VA, é possível fazer pesquisas, como gênero, veículo, cores e muito mais e focar em regiões que apresentam mais incidência de crimes ou acidentes e analisar suspeitos mais rapidamente. Em capitais onde há grandes centros de convenções e estádios, e, portanto, locais com alta concentração de tráfego, a análise de vídeo tem função relevante e inteligente na gestão de multidões para avaliar e otimizar melhor a entrada e saída de maneira segura destes pontos. Com certeza, ações como essas já podem gerar mudanças significativas sobre a percepção de segurança em um município.

 

No Brasil, o Centro de Operações Rio (COR), do Rio de Janeiro, resolveu concentrar diversas secretarias no mesmo espaço físico para que estes departamentos atuassem juntos em soluções para a cidade, como emergências e acidentes de trânsito, a partir de dados coletados e analisados por sistemas de informação, sensores, câmeras e outras tecnologias utilizadas pela prefeitura.

 

Importante ressaltar que, nesse caminho, investimentos em infraestrutura, como sensores e redes são importantes e podem ser rapidamente adotados garantindo a conectividade. Os benefícios de sistemas agrupados por meio de alta tecnologia em toda uma cidade são capazes de colaborar efetivamente para que sejam realizados progressos significativos em temas relevantes. Só assim será possível termos cidades ‘mais inteligentes’ e desenhar políticas adequadas e tomar decisões de forma mais assertiva.

 

Se ficou interessado em obter mais informações sobre isso, aproveito para compartilhar como a Hitachi Vantara pensa e atua com foco em tornar cidades mais inteligentes e eficazes. Boa leitura e compartilhe comigo suas percepções!

 

1. Tecnologias de Informação e Comunicação - TIC Governo Eletrônico 2017

 

*Marcelo Sales é diretor de Pré-vendas e Arquitetura de Soluções da Hitachi Vantara LATAM

O uso de Video Analytics (VA), Inteligência Artificial (IA), Internet das Coisas (IoT) e Big Data pode melhorar, entre outras coisas, a experiência do cliente no setor de transportes

 

*por Marcelo Sales

 

Viajo muito à trabalho e, durante meus percursos, gosto de pensar em todos os processos e sistemas que se conectam ao meu redor, por exemplo, quando estou em um terminal aéreo. Sei que tudo por ali deve buscar me proporcionar uma melhor experiência. E, para que tudo funcione com esse objetivo, é preciso de tecnologias como Video Analytics, IA, IoT e Big Data. A intenção é clara e o objetivo é nobre: serviços aéreos e marítimos, principalmente os que estão conectados ao consumidor final, precisam se manter seguros, competitivos e eficientes e, com isso, proporcionar benefícios ao usuário.

 

O jornal Financial Times publicou uma reportagem que apresenta dados de pesquisadores da Amrita School of Engineering, na Índia, apontando que um voo transatlântico médio gera cerca de 1.000 gigabytes de dados, o equivalente a cerca de 2.000 horas de gravação com qualidade de CD¹.

 

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Fonte: www.pexels.com

 

 

Experiência do consumidor

 

Em um aeroporto, a experiência do consumidor acontece ou a partir da companhia aérea ou pelo próprio serviço do aeroporto. Ambos, ao meu ver, tem se concentrado em empregar tecnologia para tornar o momento com suas marcas mais atraentes. Há muitas oportunidades para o setor já que, com o constante desenvolvimento de IA e IoT, é possível coletar dados muito rapidamente, analisar e criar ocasiões satisfatórias para os clientes.

 

É muito comum encontrarmos dificuldades relacionadas aos passageiros em trânsito. Em geral, passam pouco tempo no aeroporto e estão sempre preocupados com sua mala e conexões. Além disso, muitas vezes, precisam passar por contratempos estruturais, como uma escada rolante parada ou um elevador desativado. Tudo isso contribui para diminuir a satisfação do cliente.

 

Situações como essas afetam diretamente a reputação de aeroportos e estão impactando diretamente o negócio, uma vez que companhias aéreas (e passageiros) começam evitar pousos e decolagens destes locais. Com tecnologias alinhadas e análise adequadas, é possível evitar que essa receita seja perdida por meio de decisões rápidas baseadas em dados.

 

Segurança garantida

 

Já quando pensamos em segurança marítima, os profissionais envolvidos buscam na tecnologia apoio, principalmente, para garanti-la em todos os momentos necessários. Desse modo, a robustez que é encontrada em monitoramento via IoT é um atrativo para enfrentar o desafio que é o planejamento, a inspeção e o agendamento de manutenção de equipamentos e embarcações - além de diminuir o tempo em terra quando necessário, já que é possível provisionar a manutenção. A partir de dados dinâmicos e atualizados, as decisões são mais assertivas e evitam especulações e tempo desnecessário despendido diante de possíveis situações. Além disso, inúmeros riscos (e despesas adicionais) são eliminados quando medidas estão associadas à dados.

 

Nesse caso, a IoT simplifica o planejamento de reparos por meio de sensores e monitores de desempenho. Todos eles podem ser conectados a praticamente qualquer mecanismo de uma embarcação para fornecer dados em tempo real sobre a velocidade e a confiabilidade de qualquer componente. O maior ganho da adoção dessas tecnologias é poder avaliar o desempenho das operações, prever falhas e situações de risco e analisar cenários. E isso pode ser feito também no caso de aeronaves e aeroportos.

 

Além de serem consideradas o meio de deslocamento mais rápido com destino para Manhattan, as balsas, no porto e nos rios da cidade de Nova York, são transportes fundamentais para boa parte da população. Em operação desde 1986, a hidrovia segue aprimorando seus sistemas de segurança, por meio de sensores, monitoramento e análise, além da experiência do consumidor. Aqui, neste vídeo, é possível ver como a hidrovia de Nova York está conseguindo otimizar sua operação por meio do uso de tecnologias.

 

Otimização operacional

 

Os céus e mares estão mais ocupados do que nunca. E hoje muitos dados já são coletados, armazenados e analisados ao longo de uma rede de IoT. Sensores integrados monitoram tudo, desde o número de aeronaves e navios que estão em trânsito até mesmo o tipo de carregamento que estão trazendo.

 

É preciso, no entanto, estabelecer melhores sistemas que garantam a gestão de frota e tráfego. Penso que a IoT é a melhor opção para garantir que sistemas aéreos e marítimos possam funcionar com segurança, fornecendo dados para orientar decisões, muitas vezes, complexas.

 

Além disso, vale lembrar que a IoT já é comum em outras indústrias baseadas em logística, apresentando ganhos reais de eficiência. Tudo isso pode funcionar como um excelente aprendizado. Se está interessado em mais informações sobre como é possível melhorar a experiência de passageiros e aprimorar o setor de transportes e infraestrutura, sugiro que leia também sobre as soluções da Hitachi para a construção de portos e aeroportos inteligentes.

 

1. Financial Times - How airlines aim to use big data to boost profits

 

*Marcelo Sales é diretor de Arquitetura e Pré-vendas da Hitachi Vantara LATAM

Por Marcelo Sales*

 

O transporte, a segurança, a educação e o varejo podem melhorar na era da conectividade, criando espaços que proporcionam mais bem-estar e crescimento econômico para grandes centros

 

O conceito de cidades inteligentes, ou Smart Cities, ganha cada vez mais adeptos por todo o mundo. E não é para menos: o levantamento das Nações Unidas aponta que, desde 2008, mais da metade da população do mundo passou a viver em áreas urbanizadas. É previsto que a população urbana mundial chegue a 5 bilhões¹.

 

Nesse contexto, desenvolver centros urbanos de forma inteligente passa por investir em capital humano, social e tecnológico para obter uma gestão melhor e focada em qualidade de vida. Esse movimento acontece devido a grande necessidade de aprimoramento da infraestrutura urbana existente. Só assim é possível seguir recebendo uma grande quantidade da população e, com isso, fazer manter cidades competitivas.

 

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Fonte: www.pexels.com

 

De acordo com o Cities in Motion Index 2018², do IESE Business School na Espanha, 9 dimensões indicam o nível de inteligência de uma cidade: capital humano, coesão social, economia, governança e administração pública, meio-ambiente, mobilidade e transporte, planejamento urbano, conexões internacionais e tecnologia. Conheça 4 áreas que podem ser mais exploradas e, com isso, contribuir para que cidades se tornem mais inteligentes.

 

Transporte

 

Sistemas inteligentes hoje podem ir muito além de questões sobre segurança, seja no transporte aéreo, portuário ou em solo. A partir de tecnologias, como IoT (Internet of Things - Internet das Coisas), análise e IA (Inteligência Artificial), empresas estão otimizando seus negócios, além de criar experiências para os passageiros. Suportar serviços imprescindíveis, como fluxo de tráfego, disponibilidade de transporte, entre outros, também geram melhor desempenho. Em post anterior, comentei sobre a adoção de Video Analytics no mercado de transporte e em gestão de Frotas

 

Com a atual dinâmica das cidades grandes, o desafio é obter análises claras e assertivas para a tomada de decisão. Para tal refinamento, compreender a fundo a demanda é crucial para que relatórios de big data possam ser melhor aproveitados.

 

Segurança

 

O setor de segurança pública hoje pode contar com uma série de dispositivos que apoiam o serviço, como câmeras de vídeo, detectores, sistemas de reconhecimento, mídias sociais e outros. O que é preciso apostar agora é no melhor cruzamento de informações que eles trazem para que tais ferramentas deixem de funcionar de forma apenas imediatista, e, sim, de maneira estratégica. Isso significa torná-las relevantes no processo de prevenção de acidentes e outros fatores.

 

Em função do grande volume de dados que uma cidade como São Paulo gera, por exemplo, gerenciar e otimizar o fluxo de informações em sistemas diferentes faz com que decisões levem mais tempo do que o apropriado quando o assunto é segurança. Hoje já é possível valer-se de sistemas que integram diferentes formatos de dados e, com isso, acessar relatórios mais precisos das atividades na cidade e tornar todo o trabalho de segurança pública mais eficaz para uma população.

 

Educação

 

Os Campi Universitários são como cidades. Funcionam como organismos vivos e que possuem diversas ações acontecendo ao mesmo tempo. E como tirar melhor proveito disso para devolver em experiência e segurança para todos? Assim como é possível fazer em grandes cidades, integrar dados com suporte de IoT, sensores e sistema de segurança é uma realidade também no espaço universitário.

 

Conectar tais informações aprimoram todo o sistema administrativo e operacional de um Campus, mas, também, alimentam equipes de diferentes departamentos para que possam desenvolver inovações que considerem inteligência aplicada sob dados para alunos.

 

Varejo

 

Os grandes centros urbanos são sempre formados, em essência, pela presença de varejistas, grandes ou pequenos, e estes pontos sempre foram disputados em função do alto fluxo de pessoas. A era da conectividade, no entanto, está mudando a forma como o varejo se movimenta. Hoje o foco está dedicado a compreender o comportamento do consumidor e transformar isto em experiência. É isso que deve concretizar o lucro de uma companhia e não mais só focar no ponto de venda. Essa principal mudança acontece no ambiente físico, que, agora, disputa cliente a cliente com lojas virtuais e experiências on-line.

 

Saber utilizar dados de instalações físicas é um meio de apoiar times a criar experiências significativas aos clientes e, com isso, trazê-los para o espaço. Tais informações podem ser primordiais para decisões em campanhas, mas, também para uso adequado da loja, como estacionamento ou posicionamento de produtos no local.

 

Você deve ter percebido até aqui como espaços inteligentes se valem de tecnologias para obter informações e tornar tudo mais eficaz, eficiente e seguro. Convido você para assistir este vídeo sobre o tema e entender um pouco mais sobre o assunto. Aproveito para compartilhar também informações sobre como a Hitachi Vantara viabiliza a inteligência operacional, de negócios e a segurança por meio de Video Analytics.

 

Temos muito para falar sobre como cada área dessa pode se desenvolver e fazer parte de projetos de cidades inteligentes. Nas próximas semanas, vamos aprofundar em cada uma delas. Acompanhe.

 

 

1. Reportagem portal de notícias Nexo

2. Relatório IIESE 2018

 

*Marcelo Sales é Diretor de Arquitetura e Presales da Hitachi Vantara LATAM

Estamos cada vez mais conectados por meio de nossos dispositivos. E à medida que a Internet das Coisas, ou IoT, se expande, vejo o setor de gerenciamento de frotas tornando-a em estratégia de dados e conectando veículos e motoristas como nunca antes.

No início deste ano, em meu post “Estratégia de dados: um passo para IoT[1] ”, comentava o quão importante acreditava que o assunto seria para 2018. Agora, mais próximo do fim dele, vejo como essa previsão foi assertiva ao acompanhar mercados como o de saúde (falei desse especificamente dele aqui[2] ) e varejo. Mais recentemente, tenho observado como o de gerenciamento de frotas têm usado a IoT para evoluir. Não é para menos, afinal, de acordo com a McKinsey Global Institute, a IoT terá um impacto potencial total de até US$ 11,1 trilhões por ano até 2025. Com tantas oportunidades, faz muito sentido que empresas de diferentes setores busquem otimizar suas estratégias de dados a partir da Internet das Coisas.

Aprofundando o olhar nas companhias de gerenciamento de frotas, podemos dizer que a IoT tornou-se uma das soluções mais completas para fazer essa gestão e que ela transforma a operação, diminuindo o tempo de inatividade, despesas operacionais, aumentando a eficiência, entre outras.

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Imagem: pexels.com

Monitoramento e aumento de produtividade

Paradas desnecessárias, imprudência ao volante, gastos excessivos de combustível, entre outros, são itens dos quais costumo ouvir queixas sobre o quão difíceis são de monitorar adequadamente. Com o uso da IoT associada a estratégias de gestão de dados, é possível automatizar essas informações por meio do acompanhamento do veículo. O time de gestão de frotas recebe relatórios em tempo real de percepção de desempenho da frota e comportamento dos motoristas. A partir disso, é possível ter um mapa objetivo, identificando potenciais problemas com antecedência suficiente para mitigar riscos que garantam a integridade do condutor, do veículo e da carga, além de garantir o controle de custos previstos.

Com o acesso a esses dados, garante-se também uma melhor visão do veículo como um todo, o que possibilita monitorar a integridade da frota de qualquer dispositivo. Por meio de alertas, identifica-se a necessidade de manutenção, como troca de bateria, temperatura inadequada, entre outras demandas do motor. Também é possível acompanhar o calendário de inspeções e, com isso, manter funcionários seguros, reduzindo custos com acidentes de trabalho, e carros funcionando adequadamente, sem prejudicar prazos e clientes.

Otimização de custos

Não conheço um gestor de frota que não se preocupe diariamente em garantir que seus orçamentos estejam cada vez mais adequados à realidade. O fato é que, com dispositivos conectados, a ansiedade por conta disso diminui, uma vez que se pode acompanhar e entender cada passo que um veículo dá e, com isso, identificar quais são os gastos reais e quais áreas o dinheiro pode ser melhor aplicado. Mas, na minha opinião, dá para ir mais longe. A IoT pode suportar empresas para que obtenham melhores previsões de custos de acordo com o histórico das operações - por exemplo, entendendo melhores trajetos que cruzem distância percorrida e custos com pedágio e combustível, apresentando o melhor caminho a ser seguido pelo motorista.

Grande quantidade de dados

Só temos mesmo uma estratégia de dados a partir do momento que passamos a utilizá-los como base para um pensamento analítico e organizado- e quando eles nos conduzem na tomada decisões.. Todos os dias, as frotas geram uma enorme quantidade de informações, como consumo de combustível, quilometragem, velocidade, situação das estradas, utilização de veículos e muito mais. Antes da transformação digital que o setor vive, tais informações tinham que ser coletadas, se é que eram, manualmente. O resultado vinha em forma de atrasos significativos para soluções de problemas e mudanças de rota nas estratégias de negócio (da empresa e seus clientes).

Com a IoT, inaugura-se uma era em que a conexão realiza tal tarefa e dá agilidade ao negócio como nunca vista antes. Os gerentes, em posse disso, podem analisar e entender sua frota e atuar sobre ela o mais rápido possível, tornando sua posição, inclusive, muito mais estratégica para a empresa Ele agora pode evitar situações que, antes, não eram vistas pela empresa. Se você ficou interessado em se aprofundar, sugiro que acesse este link aqui e percorra o infográfico feito pela Hitachi para saber mais sobre como soluções baseadas em dados podem melhorar operações de gerenciamento de frota.

Mais uma vez, reforço que estratégia de dados e IoT são os caminhos para o futuro, não apenas para o gerenciamento de frota, mas para o trabalho e para a vida. Estamos passando por um processo de mudança, e ao abrir mão das novas possibilidades para continuar com os métodos tradicionais, deixamos de olhar para oportunidades que podem nos conduzir a um futuro mais limpo, econômico e sustentável.

 

O monitoramento por câmeras já deixou de ser novidade em muitos mercados e agora o desafio é outro: como extrair dos vídeos dados valiosos que possam ser utilizados para apoiar estratégias de negócios, inovação e segurança

 

Marcelo Sales* (artigo publicado originalmente no portal Olhar Digital - https://olhardigital.com.br/colunistas/marcelo_sales/2018/11/)

 

Monitorar automaticamente diferentes ambientes, enviar alertas e acionar tarefas com base em uma análise instantânea de vídeo já é uma realidade em diversos setores. Mas agora, essa tecnologia caminha das simples funções para a busca por soluções de negócio, ao se conectar com a Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Percebo, cada dia mais, que é para esse lugar que os profissionais das áreas de tecnologia e inovação estão voltando seus olhos: para Video Analytics (VA). De acordo com o relatório da Technavio, espera-se que o mercado global de VA tenha um crescimento próximo a 31% até 2021, o que significa um incremento de US$ 1,65 bilhões. Isso por que está mais claro para o empresariado que, com análise de vídeo, é possível. Vamos falar de algumas possibilidades.

 

Mobilidade urbana assertiva

O papel da análise de vídeo, por exemplo, no gerenciamento de tráfego de uma cidade inteligente é apoiar na gestão da mobilidade e prevenção de acidentes. Nesse mercado, VA pode atuar como um sistema de detecção de movimento e padrão, emitindo relatórios que suportam projetos que visam reduzir congestionamentos e os motivos que causam acidentes nas vias. Na prática, isso significa, ajudar a detectar quaisquer violações de regras de tráfego, como excesso de velocidade, ultrapassagem irregular, avanço inadequado no semáforo e até identificação de objetos num quadro determinado, como um pedestre andando em local proibido.

 

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Fonte: pexels.com

 

Ainda sobre transporte, algumas organizações de trânsito utilizam inteligência de vídeo para detectar quando as estações estão lotadas e implantam rapidamente o número certo de ônibus ou vagões de trem. Veja que, mais do que resolver diariamente situações, é poder mapear e aplicar inteligência de dados para entender comportamentos e, com isso, obter novas formas de desenvolver mobilidade urbana.

 

Indústria com processos claros e trabalho seguro

Já na indústria, a VA traz mais segurança e clareza para processos. De acordo com dados da Organização Internacional do Trabalho, Advocacia Geral da União e Observatório Digital de Saúde e Segurança e do Trabalho, foram registrados quase 500 mil acidentes de trabalho em 2016 e o levantamento também aponta que há uma média de 500 ações indenizatórias por ano. Com vídeo inteligente, os gestores de plantas podem receber alertas em tempo real sobre violações de segurança, instituir programas preventivos orientados por dados, otimizar os tempos de resposta a incidentes, fortalecer programas de treinamento de funcionários e antecipar necessidades de manutenção. Isso torna o local de trabalho mais seguro. Além disso, com a coleta desses dados, é possível analisar produtividade, melhorias na linha de produção e desenvolver inovações estruturais. Sem dúvida, há uma redução significativa nos custos de manufatura.

 

O que a loja mostra

E, por último, vejo um potencial muito grande no varejo, quando as empresas desse setor souberem tirar vantagem dessa tecnologia. De acordo com o relatório Center Build Update, de 2017, produzido pela Cushman & Wakefield, é previsto o fechamento de mais de 12 mil lojas nos Estados Unidos. Já sabemos que o Brasil segue essa mesma tendência e isso mostra a necessidade do varejista desenvolver novas abordagens para sua sobrevivência. Ao usar a tecnologia de Video Analytics para buscar insights sobre comportamento e preferências do cliente em suas lojas, eles podem customizar opções, oferecer itens por demanda e reduzir a perda de produtos, por exemplo. Indo direto ao ponto de venda, isso significa melhorar a experiência de compra do cliente, reduzindo seu tempo em atendimento, facilitando sua compra e evitando gastos com espaços desnecessários.

 

Já sabemos há muito tempo quanta informação está presente em um vídeo, mas estamos apenas começando a explorar todo o seu potencial de geração de dados com o viés de negócio e inovação. Ao conectarmos captação de imagem e inteligência artificial passamos a ter uma ferramenta para analisar uma ampla gama de situações e, com isso, gerar ambientes mais saudáveis, seguros, inteligentes e economicamente viáveis.

 

*Marcelo Sales é Diretor de Arquitetura e Pré-vendas da Hitachi Vantara LATAM

 

https://olhardigital.com.br/colunistas/marcelo_sales/2018/11/

O setor de saúde tem passado por grandes mudanças tecnológicas, principalmente pela preocupação prioritária em trazer mais disponibilidade, acessibilidade e agilidade para data centers, reforçando sua importância para a melhor experiência do paciente.

 

*Marcelo Sales

 

Todos sabemos que a tecnologia tem sido um dos grandes impulsionadores de saltos na saúde. Um estudo recente da International Data Corporation (IDC) mostrou que é esperado que o setor invista cerca de US $ 2,7 trilhões por ano em infraestrutura de TI, incluindo data centers, até 2020. Uma transformação significativa está em curso. E se você é um profissional de TI dessa área, provavelmente não se assusta com isso, pois deve ter observado seus dados crescerem em ritmo acelerado e agora, precisa gerir melhor tempo e orçamento para armazená-los e protegê-los adequadamente.

 

O fato é que, quando se trata da indústria da saúde, o armazenamento e transmissão de arquivos - como tomografia computadorizada, ressonância magnética e o lançamento em prontuários eletrônicos - são extremamente sensíveis e deles dependem o funcionamento hospitalar e a segurança dos dados do paciente. No cenário atual de transformação digital criou-se o momento ideal para que os sistemas de saúde invistam em uma infraestrutura digital desenvolvida, com foco em padronização e segurança, além dessa ser uma aliada para o melhor atendimento ao paciente.

 

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O estudo “O avanço digital na assistência à saúde”, da PwC, que reúne dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) e da pesquisa TIC Saúde, mostra que apenas 53% dos estabelecimentos de saúde brasileiros registram informações clínicas e cadastrais em prontuários eletrônicos. E as decisões que envolvem o atendimento são menos registradas ainda, o que revela uma falta de cultura em utilizar dados para melhorar a experiência do paciente. Dados como alerta de alergias a medicamentos, contra-indicações, interferência de medicamentos em exames, por exemplo, são registrados por menos de 20% das clínicas e hospitais.

 

O Data Center e as mudanças no cuidado com a saúde

 

À primeira vista, as soluções de armazenamento de dados eram tidas pelos provedores de serviços saúde como um custo. Agora, com a transformação digital em pauta e a possibilidade de ter, ao mesmo tempo, conveniência e segurança, se tornaram essenciais para um tratamento cuidadoso dos registros em um negócio tão avesso ao risco.

 

Em um hospital, por exemplo, que possui um grande número de equipamentos diversos gerando dados, a disponibilidade, acessibilidade e agilidade na entrega da informação pode adiantar diagnósticos e cuidados com a saúde de pacientes. Com a tecnologia já tão próxima do dia a dia das pessoas, elas mesmas já demandam por atendimentos mais informatizados e organizados.

 

O correto armazenamento e disponibilização dos dados permite ao profissional de saúde na ponta um melhor atendimento do paciente, com a possibilidade de acessar dados de atendimentos passados, experiências dele junto ao hospital, verificar diagnósticos, entre outros. Representa uma visão clínica integral e, também, uma análise comportamental do paciente, que pode ser valiosa para o gestor do hospital.

 

Armazenamento de dados e IoT: o futuro do atendimento ao paciente

 

Ligando o armazenamento de dados à um tema que sempre volto por aqui, a IoT, as possibilidades no setor da saúde passam a ser quase que infinitas. Ainda que muitos equipamentos, como microscópios de alta potência e máquinas detalhadas de digitalização, sejam fixos em hospitais, se conectadas à rede e enviando informações ao Data Center, melhoram significativamente a experiência e a agilidade para pacientes e, claro, para a equipe médica, que passa a analisar dados integrados na hora de avaliar um caso. Além disso, estações de controle e monitores para quartos de pacientes, sistemas de entrega e agendamento de medicamentos, assim como os raios X e as máquinas de ressonância magnética, e as tecnologias wearable relacionados à saúde estão ganhando espaço em sistemas hospitalares. São milhares de dados e informações vindos de dispositivos diferentes, que devem ser não só armazenados, mas processados dentro de um ambiente de TI ágil e seguro.

 

Para melhor aproveitar os caminhos da transformação digital, a indústria de cuidados com a saúde precisa contar com data centers modernos e especialistas em TI atualizados para garantir que exigências regulatórias e legislativas e melhores práticas de segurança e privacidade acompanhem as constantes evoluções que o tema vive e ainda vai encontrar pela frente. São evoluções necessárias para lidar com um paciente que busca no sistema de saúde muito mais do que medicação, agilidade, tecnologia e atendimento eficiente.

 

* Marcelo Sales é Diretor de Arquitetura e Pré-vendas da Hitachi Vantara LATAM

Muitas vezes, a adoção da Internet das Coisas aparece ligada ao surgimento de novos golpes cibernéticos, mas pouco se fala sobre as fraudes que essa tecnologia vem combater

 

No início desse ano, tive contato com uma pesquisa do IDC que apontava que o IoT movimentaria R$ 8 bilhões de dólares esse ano no Brasil. E, ao longo do ano, acompanhei diversas notícias sobre a adoção dessa tecnologia por aqui. Ou seja, a Internet das Coisas não é mais só um assunto sobre o qual vamos discorrer e discutir – ela já está presente no nosso dia a dia. E, ainda que se fale muito no mercado sobre as possíveis fraudes ou golpes que podem acontecer com os dispositivos conectados, apenas 5% das empresas na nossa região veem a segurança como um desafio na adoção deles.

 

Mais do que isso, eu, particularmente, vejo uma vantagem no combate às fraudes para empresas e setores que já estão usando o IoT.

 

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Fonte: pixabay.com

 

IoT e criptografia aliados no campo

Em um http://tiinside.com.br/tiinside/home/internet/07/03/2018/uso-de-blockchain-e-iot-no-campo-pode-evitar-fraudes-no-agronegocio-diz-especialista/artigo publicado na TI Inside, sobre blockchain e IoT, o Gerson Rolim, CIO da The Data Company, afirmou que seria possível evitar fraudes como as descobertas na operação “Carne Fraca” com o uso do IoT. Ele defende que com a Internet das Coisas ligando de ponta-a-ponta a produção agrícola e pecuária, e com os dados obtidos no processo sendo armazenados de forma criptografada, a adulteração de dados seria impossível – e facilmente rastreável.

 

O que me parece é que quando falamos de conectar dispositivos, logo acendemos uma luz vermelha, levando em consideração que os dados estarão não só conectados à internet – o que já apresenta um risco eminente – mas espalhados, o que tornaria mais difícil o controle sobre eles. No entanto, ao associar o IoT à criptografia e, ainda mais como sugere Rolim, ao blockchain, as fraudes podem ser reduzidas à praticamente zero.

 

O desafio da água no mundo e as fraudes ligadas à nossa rede

A tecnologia é um dos grandes aliados da sustentabilidade. Com ela, tem sido possível fazer projetos de cidades e casas inteligentes, nas quais os recursos naturais são poupados. Uma das grandes aplicabilidades do IoT nesses projetos tem relação com a perda de água.

 

Hoje, de acordo com o http://www.snis.gov.br/diagnostico-agua-e-esgotos/diagnostico-ae-2016relatório anual do SNIS (Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento), o Brasil perde 38% da água nos canais de distribuição. Essa perda vem por falhas e problemas na rede, por desperdícios e, muito também, por fraudes e ligações clandestinas.

 

Porém, com sensores de ponta a ponta, ligados a sistemas robustos de processamentos de dados, estas últimas tornam-se muito mais difíceis de acontecer, ou mesmo, mais fáceis de detectar. O mesmo vale para as perdas de energia. É possível, por exemplo, ligar os sensores a redes LoRa (de grande alcance e baixo consumo) e monitorar a medição, o fluxo e a perda em tempo real.

 

Associado ao machine learning, um grande aliado dos varejistas

Mais um caso de aplicabilidade conjunto que, acredito, veremos muito em breve em ação é a Internet das Coisas associada ao machine learning. Ora, se as máquinas estão aprendendo, o fluxo de dados para que isso aconteça vem de algum lugar – e por que não dos dispositivos conectados?

 

Essa já é uma realidade que algumas startups voltadas ao varejo estão propondo. No momento de uma compra, por exemplo, se seu sistema de pagamentos faz um simples cruzamento de dados, digamos, com a base do Serasa, é possível detectar e apontar uma possível fraude.

 

Carros conectados levando mais inteligência ao setor de seguros

Para finalizar essa lista, vale falar sobre a segurança que os carros conectados podem nos dar – e como também podem agilizar os negócios das seguradoras. Além de sabermos os melhores trajetos e monitorarmos a manutenção do nosso veículo mais proximamente, os chips embarcados podem nos dar a localização exata do automóvel, além de comunicar os últimos trajetos feitos.

 

Do ponto de vista do segurador, a vantagem é óbvia. Com um monitoramento do carro segurado, além de um perfil mais detalhado e realista do condutor, é possível combater fraudes.

 

Estes são só alguns exemplos de como a Internet das Coisas pode ser encarada como uma evolução no quesito segurança da informação. É claro que, assim como as novas tecnologias, novos tipos de fraude podem surgir, mas a inteligência em combinar a captação e processamento de dados de maneira inteligente, minimiza os riscos, além de melhorar as cadeias de produção e de entregas de serviços.

Mais de dois milhões de terabytes de novos dados são criados a cada dia no mundo. Como usá-los com a devida eficiência?

 

O uso da análise de dados para guiar tomadas de decisão não é uma prática nova, mas vem se aprimorando a cada dia, com o uso de plataformas e ferramentas digitais. Muitas empresas já perceberam seus benefícios, e por isso elas vem ganhando espaço, principalmente no mercado varejista. Os hábitos dos consumidores, seja no mundo real ou virtual, se transformam em dados que podem ser captados de diversas maneiras, e têm se tornado uma verdadeira joia para quem sabe lidar com eles. A loja de departamento americana Macy’s, que trabalha com cerca de 73 milhões de produtos, gera relatórios com informações sobre eles a cada 26 horas, utilizando dados coletados em seus estabelecimentos. E muitas outras empresas do segmento estão seguindo o exemplo e reinventando suas táticas de vendas.

 

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De acordo com o Gartner, mais de dois milhões de terabytes de novos dados são criados a cada dia no mundo. Se bem explorados, eles podem fornecer insights importantes para tomadas de decisões para profissionais de diversos setores. E uma das primeiras áreas a perceber isso e adotar ferramentas de análise e monitoramento foi o marketing. Segundo estudo realizado pela Global DMA e pela consultoria Winterberry Group, 73% dos profissionais brasileiros acreditam que o marketing orientado por dados tem grande representatividade nos negócios.

 

Ao analisar dados que podem ser captados de diversas maneiras, é possível prever o comportamento do consumidor e entender o que o levou a concluir ou desistir de uma compra. Ao entender essas atitudes, fica mais fácil pensar em ações para reverter esse cenário e atrair de volta esse cliente, além de fidelizar e garantir ele se lembre sempre da marca e da boa experiência que teve com ela. Segundo a McKinsey, nos próximos cinco anos, as empresas com crescimento mais rápido usarão métodos de análise avançada e técnicas de machine learning para lidar com aspectos estratégicos fundamentais, como quais recursos alocar e quais comportamentos priorizar para impulsionar a produtividade de vendas.

 

Um bom exemplo de como essa análise de informações pode ser assertiva foi contado no livro “O Poder do Hábito”. Ao fazer monitoramentos para antecipar comportamentos de seus consumidores, outra grande empresa varejista norte-americana conseguiu identificar antes da própria família que uma mulher estava grávida, tamanha a assertividade da análise do comportamento da consumidora. Isso porque ela parou de comprar absorventes femininos e passou a se interessar mais por produtos que indicavam uma possível gravidez. Esses e outros motivos tornam a análise de dados tão promissora, e por isso a prática tem sido amplamente adotada pelos varejistas.

 

O uso dessas ferramentas vai muito além de proporcionar uma experiência melhor ao consumidor.Também pode ajudar toda a cadeia de produção a trabalhar melhor e de maneira eficiente. Ao analisar dados, é possível saber, por exemplo, se o solo está propício ao plantio de determinadas sementes, se precisa de adubação ou se possui a umidade adequada. É possível rever decisões e priorizar o plantio de um alimento cuja semente tem mais probabilidade de se adequar ao solo no momento. Assim, é viável não só aproveitar os recursos naturais, como produzir mais e melhor.

 

Além disso, as ferramentas analíticas também permitem monitorar as condições de armazenagem. Ou seja, é possível saber se um alimento estocado está se deteriorando devido à situação do local onde está guardado. Assim é possível coletar informações que permitam otimizar o transporte, e consequentemente, reduzir custos e melhorar a distribuição.

 

A inteligência de dados não só está impactando a forma como produzimos hoje, mas como produziremos no futuro. Isso porque a tecnologia afetará diretamente o desenvolvimento de novos produtos, já que os avanços nessa área ajudam a prever a aceitação de um lançamento antes que ele seja produzido. Com isso a indústria deixa de investir na fabricação de coisas fadadas ao fracasso.

Em resumo, usar a inteligência de dados nos ajudará a lidar com as demandas por consumo de forma mais assertiva, e assim, não só controlar a produção para evitar perdas como também administrar melhor os bens já produzidos. Em um mundo que sofre com o desperdício de alimentos e matéria prima, aprender a gerenciar produções e consumo pode fazer a diferença e reduzir os impactos causados pela produção industrial no meio ambiente.

Até 2050, seremos quase 10 bilhões de pessoas no mundo; a tecnologia da informação pode ajudar a otimizar o cultivo, mas ainda é preciso repensar a infraestrutura de telecomunicações

 

por Marcelo Sales*

 

A transformação digital e a consequente transição para a Indústria 4.0 chegarão, cedo ou tarde, a todos os lugares, inclusive no campo. Prova disso é que, nos últimos anos, ouvimos falar bastante sobre a agricultura de precisão, que está associado à utilização de dispositivos e soluções tecnológicas avançadas para suportar o desenvolvimento da atividade, com base nas condições e na alteração do solo e do clima, dentre outros fatores. Mas é preciso ir além. Com isso, a discussão sobre o uso dos dados no poder de decisão nos negócios também atinge a agricultura.

 

A necessidade do setor por essa evolução tem uma origem clara: é impossível manter o desmatamento para o aumento das áreas de cultivo agropecuário, na tentativa perigosa de responder ao crescimento da população mundial - de acordo com dados da ONU, o planeta terá 8,6 bilhões de pessoas em 2030 e 9,8 bilhões em 2050. Além disso, o perfil nutricional de países populosos, como Índia e China, tende a apresentar o aumento no consumo de proteína animal, por consequência das mudanças socioeconômicas.

 

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Produzir alimentos para garantir o sustento desse enorme contingente significa, assim, potencializar os resultados das regiões que já são exploradas. Ou seja, é preciso aumentar a produtividade. Nesse contexto, destaca-se o uso de inteligência artificial, machine learning, deep learning, engenharia de dados, big data, blockchain e internet das coisas - sem contar outras tecnologias ainda mais avançadas que, certamente, surgirão com o decorrer do tempo.

 

A guinada da agricultura de precisão em direção à agricultura da informação pressupõe o cruzamento de dados oriundos de diversas fontes e de acordo com culturas vegetais que requerem determinados tipos de solo, previsão climática, sementes e outras questões que contribuem para a tomada de decisão a favor do aumento de produtividade.

 

Mas, como toda novidade que precisa se assentar, ainda é preciso promover avanços para criar a agricultura digital, especialmente em termos de conectividade e telecomunicações. Grande parte dos dados serão provenientes das modernas máquinas agrícolas, muitas delas já equipadas com sensores e dispositivos de IoT – mas que precisam estar conectadas para poder entregar seu potencial pleno. No entanto, o modelo regulatório de telecomunicações existente pouco incentiva empresas tradicionais do ramo a levar seus serviços para o campo. Em países pequenos, como Japão e Holanda, por exemplo, é mais fácil utilizar a rede pública de telecomunicações nas fazendas, mas, em países extensos como o Brasil - com quilômetros sem qualquer sinal de comunicação -, o desafio é grande.

 

Iniciar um debate sobre regulações governamentais, a fim de que as propriedades rurais consigam ter pontos de comunicação, torna-se urgente. Mas talvez não seja possível esperar e, possivelmente, o setor agrícola terá que se organizar por si mesmo. Nenhuma novidade até aí, isso já foi feito antes - ao exemplo da eletrificação rural entre as décadas de 1980 e 1990.

 

É possível que vejamos em breve cooperativas de infraestrutura sendo criadas para levar a conectividade ao campo. Assim, será possível habilitar o desenvolvimento de uma infraestrutura de TI robusta, com acesso à internet e à nuvem - o básico para ultrapassarmos as barreiras iniciais da Quarta Revolução Industrial, nesse caso, aplicada à agricultura.

 

*Marcelo Sales é Diretor de Arquitetura e Pré-vendas da Hitachi Vantara LATAM

De acordo com informações do Gartner, os gastos mundiais em segurança da IoT alcançarão US$ 1,5 bilhão ao final de 2018

 

por Marcelo Sales*

 

Eu me deparo, diariamente, com um ou dois novos textos sobre segurança da informação. E há uma única explicação para isso: esse é, e continuará sendo, um tema fundamental para o desenvolvimento da tecnologia. Pode parecer repetitivo, mas falar sobre normas e técnicas que visam proteger a sociedade, agora digital, é uma preocupação cada vez mais crítica.

 

Recentemente, entrou em vigor o Regulamento Geral de Proteção de Dados (General Data Protection Regulation, ou GDPR), conjunto de leis da União Europeia que afeta empresas de todos os portes que atuam na Europa ou têm relação com a região. No Brasil, a Lei Geral de Proteção dos Dados foi aprovada no Senado e encaminhada para a sanção presidencial, em julho. Em ambos os casos, as regras visam proteger os dados de cidadãos, fixando regras de uso dessas informações por parte de empresas e órgãos públicos.

 

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O Gartner prediz que, até 2021, a conformidade normativa se tornará o principal influenciador da adoção de segurança de IoT. Isso porque os ataques baseados em Internet das Coisas já são uma realidade: de acordo com uma recente pesquisa desenvolvida pela consultoria, quase 20% das organizações participantes observaram pelo menos um ataque baseado em IoT nos últimos três anos.

 

Imagine espalhar inúmeros sensores por uma fábrica, a fim de captar dados e  tomar decisões a partir deles, e ter essa informação alterada por alguma falha de segurança.. Uma escolha errada será feita -  e isso não pode acontecer.  Esse tipo de cenário tem impacto direto nos custos: espera-se que, ao final de 2018, os gastos mundiais em segurança da IoT, especificamente, atinjam US$ 1,5 bilhão, um aumento de 28% em relação aos gastos de US$ 1,2 bilhão do ano passado, também de acordo com o Gartner. 

 

Na prática, não estamos mais no campo das novidades e há um volume gigantesco de dados que deixou de ser acessório para se tornar crítico. E pesquisas como a do Gartner apenas comprovam que a preocupação com a segurança da informação continua elevada para acompanhar o avanço tecnológico -  que será cada vez mais rápido de agora em diante.

 

*Marcelo Sales é Diretor de Arquitetura e Pré-vendas da Hitachi Vantara LATAM

Compreender o real significado dos dados para o negócio é o caminho para identificar os impactos positivos para o desenvolvimento das organizações no futuro

 

por Marcelo Sales*

 

Na corrida por excelência na relação com o cliente e no ganho por competitividade, as empresas que sabem extrair valor dos dados estão na liderança. Um recente estudo do Gartner identificou que as organizações acreditam que a baixa qualidade dos dados é responsável por uma média de US$ 15 milhões em prejuízos, por ano.

 

Pode parecer repetitivo, mas o ponto central está justamente na possibilidade de compreender o significado por trás desse montante de dados gerados nos negócios. Vale destacar que não falo apenas dos elementos provenientes de dispositivos conectados, mas também da possibilidade de compreender, em tempo real, o nível de estresse de um cliente que liga para resolver um problema, tornando o processo de resolução mais ágil e eficiente para ambos, cliente e empresa.

 

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Ter a capacidade de reunir, organizar, governar e interpretar altos volumes de dados - provenientes de diferentes fontes - de maneira ágil é a resposta para criar estratégias de negócios que podem ser críticas para o sucesso da organização no futuro.

 

Os benefícios podem ser vistos em diferentes segmentos de mercado:

 

  • Na manufatura, novas eficiências são projetadas em toda a cadeia de suprimentos, desde a entrega just-in-time de matérias-primas até experiência gratificante e de fidelização para o cliente final no ponto de venda;
  • Na saúde, o atendimento ao paciente é transformado ao disponibilizar dados de alta qualidade, em tempo real, sempre que necessário;
  • No varejo, as cadeias de suprimentos podem ser otimizadas e os clientes podem ter experiências de compra mais personalizadas;
  • Nos serviços bancários e financeiros, a experiência do cliente pode ser ainda mais personalizada, ajudando a reduzir a rotatividade e construir receitas com vendas cruzadas de produtos e serviços adicionais;

 

Na prática, essa estratégia fornece insights mais profundos sobre o negócio, melhorando a produtividade, agilizando o desenvolvimento de inovações e reduzindo os custos.

 

*Marcelo Sales é Diretor de Produtos e Soluções da Hitachi Vantara LATAM

Para o diretor associado de TI da Tsys, Marcelo Zaniboni, a satisfação do cliente final é o principal motivador da transformação digital

 

por Marcelo Sales*

 

Garantir a satisfação do atual cliente, ao mesmo tempo em que se busca por novas oportunidades de negócios, é o grande propósito da transformação digital, de acordo com o meu xará Marcelo Zaniboni, diretor associado de TI da Tsys. Focada no setor financeiro, a empresa embarcou em uma missão interna de renovação tecnológica como preparação para uma mudança profunda e estrutural.

 

Em entrevista para este blog, Zaniboni fala sobre como a renovação tecnológica corrobora a intenção da empresa de alcançar novos negócios.

 

Marcelo, entendendo que a transformação é um elemento intrínseco de nossa sociedade como um todo, qual é a sua visão sobre o peso dessa renovação no setor financeiro, em especial no Brasil?

 

Marcelo Zaniboni - Eu diria que, na área financeira, estamos presenciando uma mudança positiva de empoderamento do cliente e do usuário final. Até pouco tempo atrás, o cliente estava refém de poucas opções disponíveis no mercado, todas muito similares, muito caras e de difícil acesso, o que explica o grande número de pessoas ainda não bancarizadas no Brasil.

 

Com o exponencial avanço de tecnologias e smartphones, as coisas começaram a mudar. As pessoas de veia empreendedora querem romper com esse status e buscam alternativas mais acessíveis, que revolucionam o mercado, abrindo espaço para o surgimento de fintechs. São negócios e startups que estão à disposição 24 horas por dia, sete dias por semana,  e para a toda a população.

 

Hoje, existem soluções que tornam o processo de pagar uma conta mais simples, ágil e barato do que costumava ser há dez anos. Para as empresas, isso significa o poder de alcançar mais satisfação do cliente, redução de custos e outros benefícios que, fundamentalmente, transformam o negócio. Vivemos um momento muito interessante.

 

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É justamente por isso que, recentemente, a Tsys passou por uma reestruturação tecnológica, certo?

 

MZ - Sim, esse período de transformação digital traz muita oportunidade para novos negócios, mas é preciso planejar para executar. O que percebemos, na prática, é que, para continuar expandindo a nossa capacidade de serviço sem fazer investimentos significativos, e ao mesmo tempo baixar o custo de aquisição do equipamento, precisávamos de mais flexibilidade.

 

Então, a base da nossa transformação é a flexibilidade. Mas, aos poucos, estamos deixando todo o nosso legado para trás, renovando a nossa arquitetura de sistemas, abraçando novas tecnologias e construindo um novo data center. No fim, o mercado e os próprios clientes exigem que a empresa mude, caso contrário, será impossível suportar o crescimento do negócio e a demanda dos clientes na era digital.

 

Eu vejo diariamente as transformações acontecendo por conta da tecnologia, mas gosto sempre do olhar externo, especialmente dos especialistas de verticais. Quais mudanças você destaca, na prática?

 

MZ - Na prática, é a velocidade com que as coisas acontecem.  Por exemplo, o tempo de resposta no

processamento das transações foi reduzido em 32%, algo que é imperceptível ao cliente, mas é uma melhoria importante para garantir que a transação aconteça.

O propósito de ter uma elaborada base tecnológica de alta performance é ser mais ágil. E penso que o mais importante de tudo é a satisfação do cliente final. A tecnologia não precisa ser complexa, mas sim uma extensão de qualquer ação natural, como respirar e piscar os olhos. Isso enquanto nós, é claro, seguimos pensando em novas formas de negócios.

 

Parece-me que você encara esse momento, que é, ao mesmo tempo, um desafio e uma oportunidade, com entusiasmo. Sei, por experiência própria, que a mudança de mindset de toda a equipe é importante para encarar a digitalização. Qual é a sua experiência , como líder, nessa virada de cultura?

 

MZ - Nós estamos passamos por uma transformação digital, mas primeiro nós precisávamos garantir que o clientes estivessem no centro de nossas ações. E isso acontece há muito tempo. A preocupação com a satisfação do cliente está no DNA dos nossos colaboradores e está incutida em nossa cultura. Mas agora, mais do que nunca, não existem justificativas para falhas de sistemas, erros de transação, de segurança e outros problemas. Nós estamos lidando com momentos especiais das pessoas, então, a nossa arquitetura de sistemas, o nosso banco de dados e a nossa infraestrutura precisam garantir que o serviço seja entregue com excelência.

 

*Marcelo Sales é Diretor de Arquitetura e Pré-vendas da Hitachi Vantara LATAM