Marcelo Sales

Inteligência artificial irá gerar mais empregos do que eliminar

Blog Post created by Marcelo Sales Employee on Jul 16, 2018

O Gartner aponta que 2,3 milhões de vagas serão criadas até 2020; o ponto é que tipo de profissional o mercado irá demandar

 

por Marcelo Sales*

 

A transformação é um fator inerente à sociedade, que evolui e se reorganiza de tempos em tempos. Essas mudanças sempre afetaram - e continuarão afetando - o mercado de trabalho, que enfrenta falta de mão obra especializada, aumento exponencial de demissões, entre outras consequências da revisão do modelo de emprego. No entanto, a transição atual é mais profunda e complexa do que as anteriores - o que significa, também, que traz impactos ainda maiores.

 

Com a digitalização e o desenvolvimento da tecnologia e da inteligência artificial, muitos cargos serão completamente eliminados em uma velocidade nunca vista em nenhum processo evolutivo. Mas isso não pressupõe que os seres humanos serão completamente substituídos por máquinas.

 

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O Gartner, por exemplo, aponta que, a partir de 2020, a inteligência artificial criará mais vagas de empregos do que eliminará. A predição diz que, ao passo em que 1,8 milhão de vagas serão extintas, 2,3 milhões de cargos serão originados durante o período, o que será fundamental na reforma das dinâmicas do mercado de trabalho.

 

Duas tendências, em especial, apontam mudanças no perfil profissional:

 

  1. Há uma grande preocupação com a manutenção de empregos intelectuais e cognitivos. A questão é que não existe inteligência artificial sem pessoas. O ser humano continuará sendo importante, mas as competências exigidas do profissional serão outras.
  2. A curva de aceleração das mudanças, na comparação com outros períodos, é exponencial e impulsionada pelo rápido desenvolvimento da  tecnologia e do conhecimento.

 

Ambos os aspectos chamam atenção para um assunto debatido há anos: as competências serão mais importantes do que o diploma em si. E isso é ótimo, porque desafia a nossa capacidade de pensar, organizar e promover mudanças. Formações como as de engenheiro de dados e cientista de dados, por exemplo, não possuem um curso específico, são pessoas que buscaram algo além da universidade. Elas pesquisaram e adquiriram conhecimento de outras fontes de aprendizagem, como a prática

 

Comunicar, escrever, entender sobre história e filosofia serão alicerces para toda e qualquer formação. As competências - técnicas, estratégicas, profissionais e até mesmo pessoais - serão desenvolvidas ao longo da vida. E as pessoas que lutarem contra a inatividade aproveitarão as oportunidades desse mercado em constante autorregulação.

 

*Marcelo Sales é Diretor de Arquitetura e Pré-vendas da Hitachi Vantara LATAM

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