Marcelo Sales

Conheça 4 áreas que utilizam a tecnologia para ajudar a criar cidades inteligentes

Blog Post created by Marcelo Sales Employee on Jan 7, 2019

Por Marcelo Sales*

 

O transporte, a segurança, a educação e o varejo podem melhorar na era da conectividade, criando espaços que proporcionam mais bem-estar e crescimento econômico para grandes centros

 

O conceito de cidades inteligentes, ou Smart Cities, ganha cada vez mais adeptos por todo o mundo. E não é para menos: o levantamento das Nações Unidas aponta que, desde 2008, mais da metade da população do mundo passou a viver em áreas urbanizadas. É previsto que a população urbana mundial chegue a 5 bilhões¹.

 

Nesse contexto, desenvolver centros urbanos de forma inteligente passa por investir em capital humano, social e tecnológico para obter uma gestão melhor e focada em qualidade de vida. Esse movimento acontece devido a grande necessidade de aprimoramento da infraestrutura urbana existente. Só assim é possível seguir recebendo uma grande quantidade da população e, com isso, fazer manter cidades competitivas.

 

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Fonte: www.pexels.com

 

De acordo com o Cities in Motion Index 2018², do IESE Business School na Espanha, 9 dimensões indicam o nível de inteligência de uma cidade: capital humano, coesão social, economia, governança e administração pública, meio-ambiente, mobilidade e transporte, planejamento urbano, conexões internacionais e tecnologia. Conheça 4 áreas que podem ser mais exploradas e, com isso, contribuir para que cidades se tornem mais inteligentes.

 

Transporte

 

Sistemas inteligentes hoje podem ir muito além de questões sobre segurança, seja no transporte aéreo, portuário ou em solo. A partir de tecnologias, como IoT (Internet of Things - Internet das Coisas), análise e IA (Inteligência Artificial), empresas estão otimizando seus negócios, além de criar experiências para os passageiros. Suportar serviços imprescindíveis, como fluxo de tráfego, disponibilidade de transporte, entre outros, também geram melhor desempenho. Em post anterior, comentei sobre a adoção de Video Analytics no mercado de transporte e em gestão de Frotas

 

Com a atual dinâmica das cidades grandes, o desafio é obter análises claras e assertivas para a tomada de decisão. Para tal refinamento, compreender a fundo a demanda é crucial para que relatórios de big data possam ser melhor aproveitados.

 

Segurança

 

O setor de segurança pública hoje pode contar com uma série de dispositivos que apoiam o serviço, como câmeras de vídeo, detectores, sistemas de reconhecimento, mídias sociais e outros. O que é preciso apostar agora é no melhor cruzamento de informações que eles trazem para que tais ferramentas deixem de funcionar de forma apenas imediatista, e, sim, de maneira estratégica. Isso significa torná-las relevantes no processo de prevenção de acidentes e outros fatores.

 

Em função do grande volume de dados que uma cidade como São Paulo gera, por exemplo, gerenciar e otimizar o fluxo de informações em sistemas diferentes faz com que decisões levem mais tempo do que o apropriado quando o assunto é segurança. Hoje já é possível valer-se de sistemas que integram diferentes formatos de dados e, com isso, acessar relatórios mais precisos das atividades na cidade e tornar todo o trabalho de segurança pública mais eficaz para uma população.

 

Educação

 

Os Campi Universitários são como cidades. Funcionam como organismos vivos e que possuem diversas ações acontecendo ao mesmo tempo. E como tirar melhor proveito disso para devolver em experiência e segurança para todos? Assim como é possível fazer em grandes cidades, integrar dados com suporte de IoT, sensores e sistema de segurança é uma realidade também no espaço universitário.

 

Conectar tais informações aprimoram todo o sistema administrativo e operacional de um Campus, mas, também, alimentam equipes de diferentes departamentos para que possam desenvolver inovações que considerem inteligência aplicada sob dados para alunos.

 

Varejo

 

Os grandes centros urbanos são sempre formados, em essência, pela presença de varejistas, grandes ou pequenos, e estes pontos sempre foram disputados em função do alto fluxo de pessoas. A era da conectividade, no entanto, está mudando a forma como o varejo se movimenta. Hoje o foco está dedicado a compreender o comportamento do consumidor e transformar isto em experiência. É isso que deve concretizar o lucro de uma companhia e não mais só focar no ponto de venda. Essa principal mudança acontece no ambiente físico, que, agora, disputa cliente a cliente com lojas virtuais e experiências on-line.

 

Saber utilizar dados de instalações físicas é um meio de apoiar times a criar experiências significativas aos clientes e, com isso, trazê-los para o espaço. Tais informações podem ser primordiais para decisões em campanhas, mas, também para uso adequado da loja, como estacionamento ou posicionamento de produtos no local.

 

Você deve ter percebido até aqui como espaços inteligentes se valem de tecnologias para obter informações e tornar tudo mais eficaz, eficiente e seguro. Convido você para assistir este vídeo sobre o tema e entender um pouco mais sobre o assunto. Aproveito para compartilhar também informações sobre como a Hitachi Vantara viabiliza a inteligência operacional, de negócios e a segurança por meio de Video Analytics.

 

Temos muito para falar sobre como cada área dessa pode se desenvolver e fazer parte de projetos de cidades inteligentes. Nas próximas semanas, vamos aprofundar em cada uma delas. Acompanhe.

 

 

1. Reportagem portal de notícias Nexo

2. Relatório IIESE 2018

 

*Marcelo Sales é Diretor de Arquitetura e Presales da Hitachi Vantara LATAM

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